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Setor Público e a Tecnologia

14/07/2014
O mundo está vivendo um momento de evolução. Cada vez mais pessoas têm acesso e estão familiarizadas com ferramentas digitais e com a internet. As novas gerações de eleitores já nasceram em um mundo interligado através da internet, e com celulares e dispositivos eletrônicos por toda parte.

Neste contexto, o Setor Público enfrenta o desafio de minimizar sua rigidez burocrática e desenvolver novas maneiras de se relacionar com este novo perfil de sociedade, formada pelo cidadão 2.0.

Para isso, o Setor Público deve utilizar a tecnologia como uma poderosa ferramenta de comunicação com o cidadão, de forma a agilizar e facilitar o atendimento, reduzir custos e implementar melhorias em todas as esferas governamentais.

Um bom exemplo desse uso governamental da tecnologia a favor do cidadão pode ser visto no Canadá. Por lá, todos os serviços públicos essenciais podem ser acessados através da internet. De rotas e horários de ônibus e metrôs até serviços cartorários mais burocráticos, como vistos e certidões, praticamente tudo pode ser resolvido de forma prática e ágil através dos sites do governo. Também há páginas dedicadas a orientar o cidadão e até vídeos no Youtube orientando sobre os processos mais complicados. Claro que uma legislação mais enxuta também facilita nesse sentido, eliminando etapas desnecessárias e informações duplicadas.

No Brasil, quase todas as bases de dados públicas são independentes, sem qualquer tipo de conexão com outras bases de dados do governo. Assim, é necessário para o cidadão e para empresas enviar os mesmos dados várias vezes, por canais diferentes e usando padrões completamente diferentes. Isso gera confusão tanto para o cidadão quanto para o governo, pois muitas vezes os dados "não batem", ou seja, quando é necessário cruzar dados entre diferentes bases, eles não são equivalentes.

Com a tecnologia existente hoje, é possível criar uma estrutura pública de dados interligados, facilitando a vida do próprio governo, das empresas privadas e do cidadão. O próprio Imposto de Renda, apesar de já ser preenchido e enviado eletronicamente, poderia ser simplificado, uma vez que a maioria das pessoas já utiliza transações bancárias para quase toda a sua movimentação financeira. Assim, dados sobre rendimentos, salários e até mesmo gastos reembolsáveis poderiam ser informados diretamente pelos bancos e empregadores - que já são obrigados a informar esses números para o Governo - facilitando a vida do cidadão comum, que não deveria ser obrigado a entender de Contabilidade para conseguir se manter em dia com o fisco.

Enfim, há uma longa lista de possibilidades e oportunidades para tornar o Estado mais ágil e eficiente, para que possa atender melhor a sua missão institucional: servir ao cidadão.

 

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Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito. – Aristóteles
Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito. – Aristóteles